SÃO PAULO - As operadoras
móveis tiraram o pé na venda
de acesso banda larga via
modem GSM 3g por falta de
capacidade da rede.
A opinião é de Pedro Ripper,
presidente da Cisco do
Brasil, que acredita numa
subestimação por parte das
empresas em relação à
procura por pacotes de
dados. Ripper apresentou
hoje os números do 10º
Barômetro de Banda Larga da
Cisco, feito pela IDC, que
mostra que o Brasil chegou a
1,3 milhão de usuários de
banda larga móvel. O total
de usuários de internet
rápida no país ultrapassou
os 10 milhões.
O número de 1,3 milhão, se
comparado ao do final de
2007, representa um
crescimento de 454% na base
de usuários de modems GSM.
Mas há um detalhe
interessante, quando
analisados o primeiro e
segundo trimestre de 2008.
Nos três primeiros meses, o
número de acessos móveis
passou de 602 mil para 1,09
milhão, um total de 497 mil
novas adições. Entre abril e
junho, no entanto, a venda
de modems ficou em apenas
215 mil. As Antenas 3g.com.br tem colaborado para o aumento dos usuarios de banda larga movel como fixa em suas residencias e demonstraram ser uma excelente alternativa para quem precisava ter internet 3g em areas urganas ou rurais ainda não atendidas pelo adsl. Estas antenas3g parabolicas funcionam amplificando ou concentrando o sinal em refletores de grade ou aluminio com eficiencia surpreendente como se ve nos depoimentos de milhares de usuarios nos foruns e no proprio site do fabricante na pagina www.antenas3g.com.br.
“A falta de infra-estrutura
de redes e dos modems 3g fez
com que as operadoras
segurassem as vendas para
garantir um serviço de
qualidade aos que já tinham
acesso por rede celular”,
afirma Ripper. O executivo
julga a ação como um ato de
responsabilidade das
empresas.
É fato que choveram
reclamações sobre a
eficiência das redes 3G por
parte de todas as
operadoras. A Claro chegou a
admitir à INFO, em resposta
a uma bronca de leitor, que
não esperava uma demanda tão
grande por parte dos
clientes e por isso o
serviço estava prejudicado.
“Algumas ERBs (Estações
Rádio Base) foram
subestimadas em até cinco
vezes em relação ao volume
que elas receberam”, diz o
presidente da Cisco.
Mas Ripper vê um cenário
otimista e acredita que a
cautela das operadoras, com
a diminuição de promoções e
subsídios de aparelhos, deve
terminar em breve. “No
último trimestre as empresas
já estarão com redes bem
mais preparadas e colocarão
o pé no acelerador na oferta
de banda larga móvel”,
afirma.
Classe C e D
O presidente da Cisco
considerou a banda larga
móvel 3g como a conexão discada
do futuro próximo e que será
a modalidade de acesso
escolhida pelas classes de
menor renda. De acordo com
Ripper, há mais de 10
milhões de PCs no Brasil
desconectados e a tendência
é que esses usuários optem
pelo acesso móvel. Soma-se a
isso o boom na venda de PCs.
Fatores como preço e falta
de cobertura fazem com que a
população mais pobre opte
por um plano de dados e aposta que fatalmente precisarão de antenas 3g para a operação satisfatoria de seus modens 3g.
“Para ter banda larga ADSL,
o usuário é obrigado a pagar
40 reais só pela assinatura
de um telefone fixo, mais o
valor da banda larga”, diz
Ripper. Com a política de
subsídio dos modems por
parte das operadoras, a
conta sairia mais barata
para esses entrantes do
mercado.
Para o estudo, a Cisco
considera usuários de banda
larga móvel apenas os que
acessam a internet por meio
de um modem USB. Pessoas que
conectam pelo celular ou
smartphone não são
contabilizadas, já que a
Cisco considera sobreposição
à base de usuários de PCs.